Nova voz do reggae baiano: Riane lança EP “Nascente” dia 29 de maio

Do encontro entre reggae, pop e ritmos africanos, Riane traduz corpo-político em canções que falam de identidade, pertencimento e maternidade. Lançamento em 29 de maio.

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5/27/20265 min ler

Woman with red braids and silver wire jewelry posing by a scenic river at sunset.
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Grande promessa da nova geração do reggae nacional, a cantora, compositora e baixista baiana Riane (@riane.oficial_) lança seu primeiro EP “Nascente”, no dia 29 de maio. A obra é um retrato íntimo e envolvente pensado a partir das vivências e emoções da artista, mulher negra e do recôncavo baiano. A musicalidade é focada no reggae que ganha toques de uma roupagem pop e contemporânea e influências rítmicas afro-brasileiras.

O trabalho chega em um período simbólico para o gênero, dialogando com o Dia Nacional do Reggae, celebrado em 11 de maio, e reforçando a força do reggae produzido na Bahia.

Natural de Cachoeira e formada em Música pela Universidade Federal da Bahia, Riane vem se consolidando como um dos nomes em ascensão da cena independente baiana. Sua trajetória inclui colaborações com artistas como Rachel Reis e Sued Nunes, além de premiações e participações em projetos que ampliam sua presença no cenário musical.

O lançamento nas plataformas de áudio vem acompanhado de clipes e visualizers das músicas que estreiam no canal youtube.com/@riane.oficial, às 12h. O EP tem produção musical de Felipe Guedes, arranjos de baixo de César Matos, mixagem de Jordi Amorim, masterização de Mike Caplan, com produção executiva de Camila Brito e apoio do selo musical Cabaça Sonora. A direção e roteiro dos clipes é de Marvin Pereira.

Reggae e corpo-político: narrativas íntimas de histórias coletivas

O EP “Nascente” reúne cinco canções autorais que mergulham em temas como identidade, amor, saudade e maternidade, atravessados pela experiência de migração do interior para a capital. O trabalho propõe um olhar mais íntimo dentro do reggae, deslocando o foco das críticas sociais para assumir o próprio corpo-político como manifesto. As emoções e as vivências da própria artista são cantadas a partir da perspectiva de uma mulher negra e periférica do Recôncavo Baiano.

Na primeira música “Fluxo de Cachoeira”, a artista reafirma suas raízes e celebra sua terra natal com orgulho e pertencimento. Em “Saltos de saudade” apresenta o impacto da migração e a distância da família, quando sai de Cachoeira, aos 17 anos, para ir em busca do sonho de estudar música na Universidade Federal da Bahia, em Salvador.

Entre as faixas já lançadas estão “Não tem Carnaval” - música que tensiona a atmosfera festiva de Salvador com a solidão afetiva. A canção foi premiada no 21º Festival de Música Educadora FM, na categoria “Melhor Arranjo de Canção”.

Na música “Nascer mãe”, Riane aborda a maternidade de mulheres negras criadas em rede por outras mulheres. Entre encontros e desencontros, o trabalho costura sentimentos íntimos e coletivos, em uma obra que reverbera o universo feminino.

O EP fecha com “Mulher no Espelho”, também já lançado como single, é uma parceria com a cantora maranhense Núbia, um dos novos talentos nacionais do reggae. A música fala sobre o encontro íntimo de uma mulher com o próprio reflexo e o reconhecimento de um corpo real, sem filtros.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura - Governo Federal.

Acompanhe em:

Instagram: @riane.oficial_

Spotify: Riane Mascarenhas

Youtube: @riane.oficial


FAIXA A FAIXA

Fluxo de Cachoeira é a faixa de abertura do EP. No arranjo, faço uma citação da melodia de um clássico do reggae cachoeirano: “Remanescente”, da banda Remanescente do Paraguaçu. A música é uma homenagem ao meu território de origem, tendo o pertencimento como eixo central. O arranjo une o reggae ao toque dos atabaques, fazendo referência às sonoridades de matriz africana, profundamente enraizadas na música de Cachoeira.

Saltos de Saudade foi a primeira composição que fiz na vida. Surgiu como atividade da disciplina Fundamentos da Educação Musical, durante minha Licenciatura. A música , que assume o ritmo de Ska, fala sobre a saudade de casa, fruto da minha mudança para Salvador.

Não Tem Carnaval é uma canção onde expresso a tristeza ocasionada pela solidão afetiva. Durante muitos anos, vivi relações em que fui preterida, nas quais meus parceiros não demonstravam interesse em me assumir. A música nasce após encontrar mais um desses parceiros no Carnaval de Salvador — um encontro que abriu espaço para uma vulnerabilidade emocional que contrastava com a atmosfera festiva da cidade.

Nascer Mãe é uma música que compus durante a gestação, refletindo sobre o meu próprio processo de nascimento enquanto mãe. Fala-se muito sobre o nascimento da criança, mas pouco sobre o nascimento da mulher que passa a ocupar esse novo lugar. Essa canção foi também uma forma de me conectar com minha bebê e com a nova fase que passaria a me acompanhar para sempre.

Mulher no Espelho traz um feat com a cantora maranhense Núbia. A música nasce no meu puerpério, em um momento de grande sensibilidade e dificuldade de me reconhecer no espelho. A baixa autoestima, atravessada pelas novas marcas e formas de um corpo que havia acabado de gerar uma vida, fazia parte do meu cotidiano. Em uma sessão de terapia, compreendi que, apesar das transformações, meu corpo havia me levado a lugares antes apenas sonhados. Foi então que um portal se abriu, me conduzindo à percepção de que o corpo é marcado pela vida, é mutável e é o que nos leva aos lugares que desejamos alcançar.

Mini Bio Riane

Riane é baixista, cantora e compositora, natural de Cachoeira-Ba, graduada em Licenciatura em Música pela UFBA. Nascida em um dos maiores berços culturais do Brasil, Cachoeira, é no Reggae que a artista encontra formas de se expressar no mundo. Após diversas colaborações musicais, com artistas como Rachel Reis, Sued Nunes, Edson Gomes, Sine Calmon, Tintim Gomes, Nengo Vieira e no grupo Orquestra Reggae de Cachoeira, Riane ganhou destaque na cena, passando a dedicar-se à carreira solo e buscando reescrever a cena do Reggae, a partir do lugar de uma mulher preta periférica do Recôncavo Baiano. Em pouco tempo na carreira solo, Riane já alcançou grandes feitos, foi premiada no 21º Festival de Música Educadora FM, na categoria Melhor Arranjo para Música com Letra, participou como entrevistada do documentário Reggae Resistência e apresentou-se em grandes palcos como o São João de Cachoeira, Festival Bob por Elas e o Lioness Festival.

FICHA TÉCNICA GERAL

Riane - Direção Artística

Produção Musical - Felipe Guedes

Arranjos de baixo - César Matos

Camila Brito - Direção de Produção, Produção Executiva e Idealização do projeto

Marvin Pereira - Direção Audiovisual, Roteiro e Direção de Arte

Thiancle Carvalho - Direção de Fotografia e Assistente de Direção

Victor Leví - Assistente de Fotografia

⁠Jéssica Gomes - Maquiadora Profissional

⁠Geovana Maria - Fotógrafa Still

Alimentação: Antônio Cláudio Martins Gomes e Camila Brito

Figurino: Camale@o Ateliê e acervo pessoal de Riane

Cabelo: Studio Emilly Carvalho
Acessórios: Camale@o Ateliê

Acessibilidade: Gabriela Mattos | Pense em Libras

Design gráfico: Wesley Sá Barreto

Estúdio de Gravação: Ori Estúdio

Mixagem - Jordi Amorim

Masterização - Mike Caplan

Locação Audiovisual: Gravado em Cachoeira-Ba

Elenco Audiovisual: Rubenita Mascarenhas, Céu Mascarenhas, Gabriel Moreno, Ndembu Tandala, Janice Magno, Bárbara Soares da Silva, Maria Beatriz Mascarenhas Gomes, Catharina Fernandes, Giselli Oliveira, Rubenita Mascarenhas, Yasmim Mascarenhas

Agradecimentos: Terisvaldo Santana, Vinicius Moreira

Apoio: selo musical Cabaça Sonora

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