Aniversário de São Paulo: encontro traz perspectiva indígena sobre topônimos da capital paulista 

Aniversário de São Paulo: encontro traz perspectiva indígena sobre topônimos da capital paulista. No dia em que se celebra os 470 anos de São Paulo, os mestres de saberes do MCI vão narrar histórias sobre espaços da cidade que remetem aos povos originários, explicando os nomes em Tupi-Guarani de bairros, ruas e parques da capital

São Paulo, 23 de janeiro de 2024 – No aniversário da capital paulista (25/01), o Museu das Culturas Indígenas (MCI) contará histórias e significados das nomenclaturas indígenas de bairros e ruas da cidade de São Paulo. Marcado para às 10h, o encontro será comandado pelos mestres dos saberes e indígenas Guarani Mbya, Natalício Karaí de Souza e Cláudio Verá. O MCI é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari) em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim. 

Um dos cartões postais da cidade de São Paulo e um dos parques mais visitados na América Latina, o Parque Ibirapuera, antes da colonização europeia, integrava uma grande aldeia indígena. O nome vem do Tupi-Guarani antigo, ybyrapûera, que significa “pau podre” ou “árvore apodrecida”.  

Já o Anhangabaú, no Centro da capital, carrega uma história curiosa em seu nome. Pesquisas mostram que a região, que conta com o percurso do rio de mesmo nome canalizado embaixo do Vale, foi batizada pelos povos originários por conta de algum infortúnio causado pelos colonizadores nas imediações.   

Próxima ao MCI, a Rua Turiassu é um dos destaques da influência dos indígenas na formação do bairro Água Branca. A palavra do Tupi-Guarani antigo tory-assu significa “facho grande” ou “farol”, “tocha”, “fogueira”. Os povos Xerente, Tucuna e Cotoxó, de diferentes países da América Latina, também foram homenageados e suas etnias nomearam ruas da região.  

A cidade de São Paulo surgiu a partir de uma missão dos jesuítas portugueses em 1554, com a formação do Colégio de São Paulo de Piratininga, atual Pateo do Collegio. A fundação da capital foi um processo de ocupação e exploração de terras já habitadas por povos indígenas como os Tamoio, Tupinambá, Guarani, Tupiniquim, Carijó, Goiana, Guaianás, Puri, Tupi, Kaiapó, Kaingang, Opaié-Xavante, Otí-Xavante e outros. 

PARTICIPANTES 

Natalício Karaí de Souza é Guarani Mbya, nasceu no Paraná, na Aldeia Pinhal. Com 16 anos, passou a morar na Aldeia Tenondé Porã, em Parelheiros, São Paulo, e há mais de 20 anos vive na Terra Indígena Jaraguá. É mestre dos saberes no MCI e artesão. Em sua aldeia é considerado xeramoi, um ancião e líder religioso. Gosta de falar sobre sua cultura, da espiritualidade e das tradições do seu povo, transmitindo para os mais novos aquilo que aprendeu com os mais velhos. 

Cláudio Verá é Guarani Mbya. Trabalhou por 10 anos como professor na rede pública, lecionando Língua Materna e Cultura Étnica nas Terras Indígenas Tenondé e Krukutu. Toca violão-guarani e ravé e joga futebol. Já viveu em diversos territórios indígenas pelo Brasil e passou por outros tantos pelo mundo. Traz conhecimentos sobre cosmovisão Guarani, comidas, crenças, pássaros e flora. Atualmente, é mestre dos saberes do MCI. 

SERVIÇO 

Aniversário de São Paulo | topônimos de origens indígenas presentes na cidade 

Data e horário: 25/01 (quinta-feira), às 10h 

Sobre o MCI 

Localizado na capital paulista, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari – Organização Social de Cultura, em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Aty Mirim.      

Museu das Culturas Indígenas 

Endereço: Rua Dona Germaine Burchard, 451, Água Branca – São Paulo/SP         

Telefone: (11) 3873-1541        

E-mail: contato@museudasculturasindigenas.org.br             

Site: https://www.museudasculturasindigenas.org.br              

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